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Foro de Canoas sedia exposição
"Agora ou  na hora da nossa morte"


Sutiãs pretos simbolizam a morte de mulheres vítimas
da violência doméstica, acompanhados de relatos dos crimes
(Fotos: Luan Souza)

O Foro de Canoas inaugurou na tarde desta segunda-feira (9/3) a exposição "Agora na Hora da Nossa Morte". A mostra faz parte da Semana da Justiça pela Paz em casa e traz relatos reais de mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa conquistou o Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça, na categoria Inovação. O projeto foi organizado pela Corregedoria-Geral da Justiça, em parceria com o Memorial do Judiciário e a Unidade de Imprensa do TJRS.

Integrando o projeto, também foi realizado o 1° Ciclo de capacitação inclusiva da rede de enfrentamento a violência doméstica em Canoas. Participaram do curso de capacitação policiais da Brigada Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal.


Juíza Fabiana Pagel, do Juizado da Violência Doméstica da Comarca de Canoas,
e Juíza-Corregedora Gioconda Fianco Pitt, Coordenadora da Estadual das Mulheres
em Situação de Violência Doméstica e Familiar, abriram a mostra

A Juíza do Juizado da Violência Doméstica da Comarca de Canoas, Fabiana Pagel da Silva, saudou a todos e efetuou um breve depoimento sobre os objetivos da exposição. Junto a ela estava a Delegada da Delegacia da Mulher  de Canoas,Clarissa Demartini, e a Coordenadora de Projetos da organização Coletivo Feminino Plural e Psicóloga, Teresa Cristina Bruel dos Santos.

Na sequência, a titular da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar, Juíza-Corregedora Gioconda Fianco Pitt, lembrou que a mostra "Agora na Hora da Nossa morte" é itinerante e passou por cidades como Porto Alegre, Novo Hamburgo, São Leopoldo e Rio Grande. "A exposição é um sinal de alerta, por abordar a questão de feminicídios", disse. Também falou sobre os aumentos de casos, observando que em 80 a 85% dos feminicídios não constam históricos com medida de protetiva antes. "Tem que avisar, denunciar, comunicar a Patrulha Maria da Penha, porque infelizmente aquela situação é um ciclo de violência e só tende a aumentar. E sem a medida protetiva a gente não tem como ajudar. É importante a intervenção de todos os órgãos públicos. Enfim, temos que trabalhar com a prevenção! E prevenção é pela educação", esclarece Gioconda. Ambas as Juízas frisaram a importância da exposição. "Quando ocorre um feminicídio a vítima não é apenas a mulher e, sim, a família toda", encerra a Juíza Fabiana Pagel.


Após, agentes de segurança pública participaram do
1º ciclo de capacitação inclusiva da rede de enfrentamento
a violência doméstica de Canoas: Repensando a porta de entrada

Após, foi encenada peça teatral em que duas atrizes atuaram na temática da violência doméstica. Por fim, os policiais dirigiram-se até o salão do júri onde foi realizado o 1º ciclo de capacitação inclusiva da rede de enfrentamento a violência doméstica de Canoas: Repensando a porta de entrada. Representando o Centro de Referência da Mulher, em Canoas, a Psicóloga Teresa Cristina Bruel versou sobre vivências de gêneros e ciclos de violência. Após, a Assistente Social Ana Cristina Schünemann conversou com os participantes sobre a importância do preenchimento do formulário, como forma de entendimento da situação, bem para dar os melhores encaminhamentos possíveis à rede de atendimento. Por fim, a Delegada Clarissa Demartini explanou sobre o primeiro atendimento e o acolhimento da vítima e a diversidade de delitos que podem estar envolvidos.

A primeira edição do ano do Programa Justiça pela Paz em Casa, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), começou nesta segunda-feira, em todo o país e vai até o dia 13 de março. A meta é estender a efetividade da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), fomentando esforços para acelerar o andamento dos processos relacionados ao tema.

Participaram da abertura da Exposição: o Presidente e o Vice-Presidente da OAB Subseção Canoas, Ana Mattiello e Jaime Valverdu, bem  como o Secretário-Geral Adjunto, Tiago Oliveira Castilhos, o Secretário de Segurança Pública do Município de Canoas, Alberto Rocha, e representantes dos órgãos integrantes de Rede de Proteção à Mulher de Canoas.

EXPEDIENTE
Texto: Fabiana Fernandes
Assessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arend
imprensa@tj.rs.gov.br 

Publicação em 09/03/2020 19:01
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